Vilmar Rocha, ventilado à Casa Civil, pode ser um trunfo para Caiado

Caiado conseguiu manter Vilmar Rocha ao seu lado. | Foto: Reprodução

O governador reeleito Ronaldo Caiado (UB) não conseguiu ajudar na eleição do grupo de candidatos ao Senado, mas garantiu, ao seu lado, a permanência de uma figura portentosa: Vilmar Rocha. O homem preside o Partido Social Democrata, o PSD, em Goiás. Não apenas por isso, mas pelo tempo que percorre os corredores do poder, é considerado um dos principais articuladores da política goiana.

Não raramente os pitacos de Vilmar esbarram na esfera federal: não apenas no Congresso, mas também no Alvorada. E deve ser com este espírito que deverá mobilizar os pauzinhos ao redor da construção política no segundo mandato de Ronaldo Caiado. 

Muito ligado ao presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, Vilmar é, além de correligionário, um porta-voz do bom senso político-partidário também no primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou ao poder pela terceira vez no dia 1° de janeiro. 

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A sigla de Kassab abocanhou três ministérios. Os bambambãs são: Alexandre Silveira, Minas e Energia; André de Paula (PSD-PE), Pesca e Aquicultura e Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária do Brasil. 

Com essa moral, é ventilado que, em Goiás, a sigla de Kassab deve nadar de braçada, sobretudo com a influência de Vilmar Rocha, possivelmente nome forte para assumir a Casa Civil. A pasta é uma das mais importantes do executivo. De qualquer forma, ainda é apenas uma miragem ver Rocha firmado na cúpula do Palácio das Esmeraldas. 

Afinal, Vilmar, além de advogado e professor universitário, é ex-deputado federal e já foi secretário de Meio Ambiente do estado. Com isso, obtém, com a proximidade que tem do governador Ronaldo Caiado, as credenciais para assumir o cargo. Mais pela cota pessoal do que pelo partido, embora a sigla tenha adotado o ex-secretário de Saúde de Caiado, Ismael Alexandrino, que foi eleito para uma das 17 cadeiras na Câmara Federal. 

Ainda tem o Francisco Júnior e o ex-deputado Simeyzon Silveira. Claro, caso ainda queira arranjar espaço ao PSD, é possível que até Max Menezes, que assumiu o cargo de deputado estadual no finalzinho do mandato – e perdeu a eleição – possa encontrar uma beira no governo Caiado. 

De uma coisa os entendedores da política goiana concordam: o PSD é um trunfo na manhã de Ronaldo Caiado. Manter o partido por perto pode abrir compostas no governo federal. Ao mesmo tempo em que o União Brasil indicou três ministros no primeiro escalão da gestão de Lula 3 – como é chamado este terceiro mandato -, é bom ficar atento à eventual ruptura do partido, meio desequilibrado ideologicamente, com o petista. 

Vale lembrar que pelo menos no Ministério do Turismo, a titular  Daniela Carneiro, está sendo bombardeada pela imprensa por ter aparecido em afagos públicos com milicianos durante período eleitoral no Rio de Janeiro. A tensão foi elevada na reunião ministerial da sexta-feira (06), obrigando a ministra a se explicar, afastando, por enquanto, qualquer dispensa por parte de Lula. Mas a situação, forçada pela imprensa, não deixa de preocupar Luciano Bivar, presidente do União Brasil. 

O PSD, por meio de Vilmar Rocha – sempre próximo de Kassab, que é fã de Lula – pode se tornar uma via de mão dupla entre o governo estadual e o governo federal. Aliás, pode encorajar o espírito público de manter a cortesia imparcial – a não ser pelo bem comum das gestões – entre Lula e seu não tão distante arquirrival no jogo do xadrez político-ideológico.

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