França doa mais de 500 mil doses de vacinas contra COVID-19 a Moçambique

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Moçambique recebeu, hoje, do Governo francês 506.600 doses de vacinas contra COVID-19 no âmbito do mecanismo COVAX. No acto da recepção, o ministro da Saúde, Armindo Tiago, afirmou que esta colaboração representa acesso equitativo na imunização da população.

Moçambique continua na corrida para fazer face aos desafios da COVID-19. Com mais 506.600 doses doadas pela França, o país tem agora, no total, quase 4 300 000 imunizantes pelo mecanismo COVAX. O ministro da Saúde, Armindo Tiago, mostrou a sua satisfação e falou das vantagens que a colaboração entre os dois países pode trazer na luta contra o Coronavírus.

“Com o acesso a vacinas através do mecanismo COVAX, o Governo de Moçambique tem como objectivo permitir que o país assuma o acesso equitativo à imunização da sua população. Queremos reiterar a necessidade de continuar a conciliar a vacinação e as medidas de prevenção por todos nós conhecidos”, disse Armindo Tiago.

Por seu turno, o embaixador da França em Moçambique apontou a união e a solidariedade por parte de todos como principais factores para ultrapassar os sobressaltos da pandemia da COVID-19, tendo terminado o seu discurso com uma promessa.

“Somente unidos e com solidariedade, teremos uma resposta eficiente à pandemia [da COVID-19]. Manifesto o meu compromisso e do meu país em continuar a contribuir com mais vacinas para Moçambique, esperando que, antes do final deste ano, possamos fazer mais uma entrega de imunizantes a este país”, vaticinou David Izzo, embaixador da França em Moçambique.

Na mesma ocasião, o Governo da Alemanha doou 924 mil unidades de máscaras cirúrgicas para os trabalhadores de saúde que, segundo disseram, são as pessoas mais necessitadas devido à exposição ao vírus.

Para o representante da Organização Mundial da Saúde em Moçambique, a aliança multilateral permite fazer grande diferença na prevenção da COVID-19. Severin Von Xylander acrescentou ainda que, apesar de Moçambique ter um registo de vacinação controlado, é necessário fazer um esforço adicional entre as autoridades nacionais e os parceiros de desenvolvimento no sentido de contribuir para atingir a meta global de 40% vacinados recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) consoante a disponibilidade das vacinas.

O Ministério da Saúde garantiu que está a trabalhar para garantir que as vacinas cheguem a todos e, com a mesma acção, espera ter resultados significativos, sobretudo nas estatísticas de mortalidade e um número de casos positivos pela mesma doença.

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