BELAS MEMÓRIAS: Sem inspiração!

ANABELA MASSINGUE

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SE tivesse inspiração, certamente falaria da forma emocional, despesista como algumas pessoas vivem as festas do Natal e dom fim de ano, algo repetitivo, independentemente das lições dadas pelos especuladores de preços que preferem até ficar com produtos deteriorados, mas a sufocar o pacato comprador, tudo em nome do

oportunismo típico das festas.

Falta-me inspiração para falar deste momento incontornável, em que por um lado não se pode abdicar de algumas despesas, por serem estritamente necessárias para garantir comida à mesa, porém contornável, quando bem feita a equação matemática que envolve despesas, dinheiro e o mês de Janeiro como incógnita.

Mesmo assim, algumas pessoas não compram à altura das suas posses, havendo os que gastam até o que não têm, como se fosse obrigatório ou a última de todas as festas.

Falta-me igualmente inspiração de ir atrás das razões por que isso tudo acontece quando são somente alguns dias, dois em cada semana, que em muitos casos agitam tudo, na quadra festiva, que vai do Natal ou Dia da Família ao Fim de ano.

Dá para observar a lufa -lufa na compra disto e mais aquilo, a preocupação pelo menu mais diversificado do ano, que vai agradar não somente o paladar e o estômago, mas também a vista pois, nestas ocasiões, também se privilegia o consumo pelos olhos.

Sei que alguns dos que amam os convívios despesistas, com muita adrenalina à mistura, às vezes se esquecem do difícil e longo mês de Janeiro com 31 dias e das várias despesas inadiáveis por fazer, quase de uma única vez, desde as matrículas, uniforme e material escolar, o pagamento dos impostos predial, automóvel e por ai em

diante.

Deste rol de necessidades fichas e comuns no arranque de cada ano, consta a tramitação de documentos para o acesso à escola para muitos pais que deixam o registo dos seus filhos para última hora e uma infinidade de contas por acertar.

Com muita pena, até de tirar inspiração, testemunha-se, por estas alturas do ano, as mais bizarras justificações para se sensibilizar os potenciais credores em relação à urgência com que algumas contas podem ser pagas pois, tardiamente não procederia.

Corre-se o risco até de ver as crianças perder o ano, tudo por se ter, nalguns casos, apostado nas festas.

Com o tempo e mesmo com a repetitiva experiência de Janeiro, parecia ter chegada a altura de o mês se tornar aquele professor que ensina o seu aluno sem exigir que se matricule e nem se desloque de casa a uma escola.

É que após a efémera bonança sempre não falta uma tempestade daquelas avassaladoras que assaltam, abanam e sacodem o bolso do pacato cidadão, deixando apenas lembrança dos instantâneos bons e memoráveis momentos, adicionada a lamentações dos malditos dias de Janeiro, o mês da crise. Por isto e muito mais fico  sem inspiração.

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